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FONOAUDIOLOGIA FORENSE

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A Fonoaudiologia Forense é a interface entre a lei e a ciência da comunicação humana. É a aplicação de técnicas científicas dentro de um processo legal e abrange todas as questões relacionadas à comunicação nas áreas da voz, fala, linguagem oral, escrita e audição.

A perícia na área da comunicação envolve habilidade, experiência e profundos conhecimentos de acústica, fisiologia da fonação, anatomia, linguagem, psicoacústica, informática, dentre outras áreas comuns.

Esta ciência segue as principais metodologias internacionais adotadas pela SWGE-Scientific Working Groups on Digital and Multimedia Evidence na investigação de crimes e delitos comuns relacionados a comunicação humana.
Situações como, ameaças, chantagens, seqüestros, gravações telefônicas e gravações de áudio e vídeo, entre outros, podem ser investigadas, identificadas e esclarecidas.

O objetivo da perícia é a produção de prova. Não é suficiente alegar os fatos, precisa-se prová-los com documentos e demonstrações com rigor técnico, através do Laudo Pericial elaborado por profissional com formação nas ciências da comunicação humana.

A ACADEFFOR é uma entidade científica sem fins lucrativos formada por profissionais com graduações, especializações, mestrados, doutorados e pós-doutorado nas diversas áreas da Fonoaudiologia - Voz, Fala, Audição e Linguagem com atuação solidificada no campo da Fonoaudiologia Forense.


Histórico

1998
– Christine Fernandes entra na justiça para que sua voz não fosse dublada no filme LARA. Foi solicitada perícia de voz para verificação da autoria da dublagem do referido filme. A fonoaudióloga Maria do Carmo Gargaglione foi contratada para realizar a análise.

2003 – O cirurgião plástico Ox Bismarck, 55 anos, foi assassinado, em sua residência, Zona Sul do Rio. Em sua casa foi encontrada uma fita cassete que continha gravações ambientais. A fonoaudióloga Maria do Carmo Gargaglione foi nomeada pelo Delegado responsável pelas investigações para periciar a fita.

2004 - André Francavilla Luz, 27 anos, foi seqüestrado quando saía da empresa da família, em São João do Meriti, Baixada Fluminense, em fevereiro de 2004. Mesmo com pagamento de resgate, André, que era formado em Administração pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) foi torturado e morto. O corpo foi encontrado seis meses depois, enterrado como indigente num cemitério em Nova Iguaçu. A fonoaudióloga Maria do Carmo Gargaglione atuou como perita nas investigações que culminaram com a prisão dos integrantes da quadrilha autora do seqüestro.

2005- Inauguração do LIAAV Laboratório de Análise Áudio Visual na FAEPOL(Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Desenvolvimento da Polícia Civil)
Notícia publicada no site do Ministério Público: Com a nomeação da técnica pericial Maria do Carmo Gargaglione, fonoaudióloga, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deu importante passo no enfrentamento da criminalidade, eis que passou a ostentar capacitação para realização dos exames de confronto de voz, sendo certo que essa importante ferramenta vem servindo de alicerce aos Promotores de Justiça em diversas demandas criminais em trâmite por todo o Estado.
Neste mesmo ano começou a ser estruturado o Setor de Fonoaudiologia Forense do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que hoje conta com 5 fonoaudiólogas.

2006- Perícia de voz e imagem acelera fim de processos no TJ
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Um convênio firmado entre o Tribunal de Justiça do Rio e a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Desenvolvimento da Polícia Civil (Faepol) em maio de 2006 vem agilizando a conclusão de centenas de processos que precisam de laudos periciais de voz e imagem. A medida tornou-se necessária em razão do crescente uso das interceptações telefônicas como meio de prova, principalmente no que diz respeito às investigações da Polícia. Além disso, há o fato de o Instituto de Criminalística Carlos Éboli - órgão de perícia do Estado - não estar equipado para fazer a identificação de voz, apenas a transcrição das conversas. O objetivo é permitir que os juízes tenham tranqüilidade e embasamento necessários para concluir os processos com eficiência. O trabalho pioneiro está sendo executado no laboratório de voz da Faepol, que comprou equipamentos de ponta e montou uma equipe especializada formada por fonoaudiólogos.

2008- Fundação da Academia Brasileira de Fonoaudiologia Forense-Acadeffor
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas ouviu a fonoaudióloga e perita do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro Maria do Carmo Gargaglione; A audiência com Maria do Carmo Gargaglione foi realizada terça-feira 6 de maio de 2008, às 14h30, no plenário 9. A participação da fonoaudióloga foi solicitada pelo deputado Hugo Leal (PSC-RJ). Ele afirma que a credibilidade dos laudos elaborados pela equipe de Maria do Carmo tornou o Ministério Público do Rio de Janeiro referência na análise de escutas telefônicas.

2009- Desenvolvimento de atividades científicas em âmbito nacional e internacional.
Curso de Operações Anti-sequestros:Recursos Técnicos e Científicos Aplicados a Investigação do Crime de Sequestro a convite do Ministério da Justiça, Secretaria Nacional de Segurança Pública, Força Nacional de Segurança Pública. Participação no Seminário Crime Organizado - Técnica de inteligência para análise e cruzamento de dados fragmentados – caso real, Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro realizado pela Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Participação no seminário Escutas Telefônicas: aspectos legais e operacionais, evento promovido pela Acadeffor em parceria com a Escola de Magistrados do Estado da Bahia. Diretoria da Acadeffor participa da Conferência Nacional do American College of Forensic Examiners no estado de Nevada/USA. "


(Material extraido no dia 15, de setembro,2009, do site: http://www.acadeffor.com.br/historico.asp )

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