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“As pessoas têm muito apetite pela violência“---Marcos Dias

ENTREVISTA COM PETER A.LEVINE

O biofísico e psicólogo norte-americano, PhD. Peter Levine, autor do best-seller O despertar do Tigre e que recentemente lançou, nos EUA, o livro TraumaProofing your Kids [Prevenindo o trauma em suas crianças], está em Salvador,onde conduz treinamento para formação em Experiência Somática (SE), técnicacriada por ele na década de 70 para tratar de traumas e síndromes decorrentesde estresse pós traumático. Atualmente, a Foundation for Human Enrichment,organização sem fins lucrativos com sede em Colorado (EUA), que dissemina seutrabalho, também conta com pessoal treinado que atua em regiões ao redor domundo onde ocorrem desastres naturais, atendendo as vítima. Ex-consultor daNASA, na época do lançamento do ônibus espacial, ele fala nesta entrevista demomentos fundamentais da sua formação e distingue trauma com T maíusculo etraumas com t minúsculo - igualmente redutores e comprometedores da qualidadede vida. No próximo dia 29, às 19h, ele fará a palestra gratuita “As raízesbiológicas da Experiência Arquetípica: uma abordagem sobre o trauma e a cura“,na Escolas Baiana de Medicina (Nazaré). Antes mesmo da entrevista, que contoucom apoio na tradução da psicóloga responsável pela SE na Bahia, LianaBarreto,esse senhor que lida com temas emocionalmente tão difíceis, mostrou um humorraro - mesmo para quem tem razões para comemorar a eficácia de sua abordagem eseu desenvolvimento no mundo.
O sr. sempre está com este bom-humor?Apenas quando estou de mau-humor [risos].
O que lhe tira do sério?Às vezes, fico muito zangado com a forma como as pessoas tratam uns aosoutros,como se machucam e, especialmente, como machucam as crianças. Trabalho comtrauma ao redor do mundo, e percebo como isso afeta terrivelmente as crianças.Quando a gente vê numa família uns gritando com os outros, acusando,humilhandoe envergonhando as crianças, a gente vê como isso atua de forma tremendamenteviolenta, então não fico com mau-humor.Um escritor brasileiro, Guimarães Rosa, diz que “viver é muito perigoso“...E é. Mas é o único jogo na cidade - e o único que vale a pena jogar.
Por que a gente se traumatiza?Se eu responder isso, você vai concordar em me dar um Prêmio Nobel [risos]. Eusei mais sobre o como e sei um pouco sobre o por quê. Eu não quero dizer umacoisa que seja muito simplista, mas ao mesmo tempo é uma coisa simples. Quandoas pessoas são traumatizadas, em formas diferentes, há duas manieras deresponder ao trauma. Uma é atuando para fora, como você vê que acontece com ascrianças: elas se tornam violentas com outras crianças quando os pais sãoviolentos com elas. A outra maneira é atuar para dentro. As pessoastrazem paradentro a experiência e sentem dores crônicas, os músculos ficamcontraídos, têmproblemas com respiração, pulmão, digestão, ansiedade e depressão. Essas sãomaneiras que as pessoas internalizam o trauma. E às vezes as pessoas oscilamentre o padrão de atuar dentro e atuar fora. Às vezes as pessoas atuam paraencontrar uma maneira de controlar e administrar a experiência traumáticadentro delas. Por exemplo, é bem conhecido que 95% de mulheres que seprostituem, experimentaram trauma sexual quando eram crianças. Elas estãoatuando para fora, tentando controlar os homens, mas é claro que isso nãofunciona e, às vezes, elas experimentam mais violência.
E alimentam mais o trauma?Exatamente. Elas tentam controlar alguma coisa que elas não puderam controlarantes. Não há nada pior do que se sentir fora de controle. Mas isso nãofunciona, ninguém tem controle sobre outras pessoas. É importante compreenderque quando alguma coisa acontece que realmente nos sobrecarrega, a gente perdea resiliência, ou seja, a capacidade de lidar com a situação. A capacidade deresiliência é o oposto do trauma. Acabei de concluir um livo, Trauma proofingyour kids (Prevenindo o trauma em suas crianças), que é um guia para os paiscriarem crianças com confiança, resiliência e alegria. Como os pais podemrealmente ajudar a construir a resiliência em seus filhos, para que ascriançassejam menos suscetíveis de serem traumatizadas.
Algumas pessoas dizem, com certa auto-suficiência, que nunca se traumatizaram.Isso é possível?É fácil para alguém ‘dizer‘ isso, mas parece improvável que seja verdade.Teoricamente, é possível.. A gente pensa em trauma, normalmente,relacionado acatástrofes, como acidentes naturais, ou molestação, violência, seqüestro. Porsorte, isso não acontece com todas as pessoas, mas há coisas que chamo detrauma com t minúsculo. Crianças que têm algum tipo de emergência e têm que irao hospital, ou têm que passar por procedimentos cirúrgicos. Isso pode serterrificante. Adultos, na maioria das vezes, não imaginam quanto isso pode sermuito traumático, especialmente para crianças. E acidentes, a maioria daspessoas que têm acidentes com carros...Eu tive! [risos)O seu corpo diz o que acontece. Você está sentado no carro e alguém vem e batena traseira. Pode não vir muito rápido, mesmo numa velocidade a 20 ou 30 km/h,mas nesse momento seu corpo não sabe o que aconteceu. Então, o coração ficamais rápido, há um aperto nas vísceras, o cabelo se arrepia, seu ombro ficatenso e você quer matar quem fez isso - o que com frequência acontece, porqueàs vezesas pessoas estão armadas - porque a energia que é mobilizada nessemomento é muito intensa. Agora, imagine se o coração acelera dessa maneira, arespiração fica presa e se mantém dessa maneira? Porque a maioria das pessoasnão liberam isso. Ela se mantêm com essa energia presa, e depois de três ouquatro dias, começa sentir essa energia presa nos ombros, na respiração nascostas, onde essa energia ficou represada, e começa a sentir dores nesseslocais. O que acontece é que o corpo faz isso para se proteger. E se mantémfazendo essa mesma estratégia para se proteger no dia seguinte ou na semanaseguinte.
Mesmo que não haja ameaça?Isso, mesmo sem ameaça. Você pode estar em casa, com suas crianças, e ascrianças estão fazendo o que fazem todos os dias, fazendo barulho e , derepente você berra: – Parem de gritar! Vão pro seus quartos! A gente não se dáconta que é o mesmo medo e raiva que se mantém e você tem uma atitude comoessa. Nessas situações, nosso corpo continua contando essa história, guardandoessa energias.
Quando, precisamente, o senhor passou a estudar do trauma?É uma pergunta interessante. Há quase 40 anos. Acho que a resposta maisacuradaé que o trauma me convidou a estudá-lo. Eu descobri isso acidentalmente. Em1969, um amigo psiquiatra me pediu para ver uma paciente dele. Ela tinha todotipo de problemas físicos - como enxaqueca, problemas com tireóide, dorcrônica- e ela havia ido a muitos médicos e ele não se sentia capaz deajudá-la. Foi aum psiquiatra que tentou várias medicações, mas nada ajudou. Ele soube que euestava desenvolvendo alguns exercícios de relaxamento, e a mulher estava tãoassustada com seus ataques de pânico, e o marido dela a trouxe até meuconsultório. Eu tentei algumas de minhas técnica para que ela relaxasse,achando que ia ajudar, e pareceu que ela realmente estava relaxando e,então...ela entrou em pânico. Eu criei o que estava tentando tratar. Naquele momento,ela começou a dizer: – Doutor, não me deixe morrer, não me deixe morrer, meajude! Eu pensei que ali estava começando o fim da minha carreira. Mas algoaconteceu no momento do meu próprio medo. Eu vi uma imagem na parede do meuconsultório, como a imagem de um sonho: um tigre no momento em que se preparapara saltar.
Houve algo que o fez lembrar de um tigre?Espere... [lembra]. Então, eu disse à mulher, que se chamava Nancy: –Nancy, háum tigre que está se preparando para lhe atacar. Corra, suba essas pedras paraescapar. E, para minha surpresa, ela começou a fazer movimentos involuntáriosde tremor com as pernas, como se as pernas estivessem correndo. Duraram cercade 40 minutos, ela teve ondas de tremor, o corpo alternava entre muitoquente emuito frio, numa reação fisiológica muito intensa. E então ela abriu osolhos edisse: – Você quer saber o que aconteceu? – Bem, pode ser. Ela disse: –Quandovocê disse para mim que havia um tigre, eu me senti correndo. Eu trouxeimagens de quando eu tinha quatro anos de idade. Estava tendo uma operação deamígada, com éter, em que fui imobilizada pelos médicos e entrei nessesentimento de sufocamento. Isso quebrou seu espírito e ela não foi maisa mesmacriança. Quando ela entrou na universidade, muitos anos depois, os sintomascomeçaram a vir. Agora, vou tentar responder sua pergunta, sobre de onde aimagem veio. Isso não foi uma alucinação, embora tenha acontecido nos anos 60[risos].
Como foi a experiência?Isso foi completamente natural! Eu estava tendo aulas no departamento dezoologia sobre etologia [estudo dos animais selvagens em seu habitat natural],e o que acontece na relação entre predadores e a presa. Quando um animal estána iminência de ser morto, ele tem uma reação de choque. Isso tem muitasfunções: se o predador não está com fome e a presa não reage ele deixa a presa- ele precisa da resistência para estimular a agressão. Às vezes isso salva avida de um animal. E, às vezes, o animal, por exemplo, uma chita, pega umagazela, que fica imobilizada, ela arrasta até um lugar e a chita vai buscarseus filhotes para mostrar como matar uma gazela e nesse momento ela podefugir. Agora, se o animal for realmente morto, há processos de endorfina quesão liberados e o animal não sente dor ao ser morto. O que aprendi éque quandoas pessoas são sobrecarregadas elas entram em reações semelhantes e comecei aestudar isso que acontece com animais e seres humanos particularmente nofuncionamento cerebral. nesse período. Um pouco mais adiante, estava tambémtrabalhando como consultor da NASA, estudando reações de estress nosastronautas, e fiquei impressionado como a maioria dos astronautastinha muitaresiliência mesmo sendo colocados diante de tantas situações estressantes. Aomesmo tentpo também percebi que os animais têm uma enorme resiliência, porque,se eles não são mortos, eles saem andando e vão viver a vida deles. Eu comeceia colocar essas coisas juntas, minha experiências juntas, minhaexperiência comNancy, os animais, a fisiologia do cérebro, minha observação com osastronautas,e comecei que entender que até as pessoas mais traumatizadas podemrestaurar suaresiliência inata. Então tive sorte nessa época porque a definição de traumacomo distúrbio de estresse pos-traumático não existia, isso foi mais ou menos14 anos antes da definição de distúrbio de estresse pós traumático ter sidoestruturada. Disso ter sido compreendido como uma desordem, tipo diabetes. Foiuma sorte que esse conhecimento não tivesse estruturado, disponível, porque emvez de focar na patologia, o que está errado na pessoa, eu comecei a olhar oque estava correto e saudável.
Não é curioso que o centro dessa capacidade de resiliência esteja naqueladimensão do cérebro mais primitiva [o cérebro reptiliano], exatamente paratratar com fobias, estresse e patalogias consideradas pós-modernas?É verdade. No tempo de Freud, na virada do século, o que estavaacontecendo comas pessoas era histeria; na segunda guerra, um distúrbio chamado Soldier´sHeart; em cada época houve um expressão diferente de distúrbios culturalmenteinfluenciados. Se olhar para todas elas, você verá o comportamento animal, afisiologia animal, sem interferência cultural..
Para a SE, a psicanálise não funciona mais?Não é muito útil para o trauma. Porque a gente tem que compreender também abiologia. Freud, de alguma forma, partiu disso. E Carl Jung também. Mas achoque os seguidores, e ele mesmo, caminharam por rotas diferentes. Masacho que apsicanálise é, realmente, uma ferramenta muito bonita. Muito valiosa. Mas paratratar com trauma, primeiro você tem que ser capaz de ajudar as pessoasa mudaro que elas sentem nos seus corpos. E a parte do cérebro que estárelacionada aopensamento não afeta o corpo. Você pode ter muitos tipos de insights ecompreensão, mas até a experiência mudar no seu corpo, até você parar de sesentir assim, ( e você deixe de carregar esse susto, isso não vaimudar)) Mas acombinação é interessante. Nos últimos anos tenho sido convidado para falar emmuitas organizações psicanalíticas. É interessante, tenho ido ao InstituoJunguiano em Los Angeles, em São Francisco e em Zurique. Estou muitoexcitado einfluenciado por muitas idéias analíticas, principalmente de Jung. Acho queestamos nos encontrando agora.
Que caminhos, então, desde que publicou O despertar do Tigre, a SE tomou?Em 1971 as pessoas começaram a ficar interessadas no que eu estava aprendendo.Ao longo dos anos eu tinha grupos de 8 a 10 pessoas em treinamento. Eagora nóstemos, em treinamento, ao redor do mundo, cerca de seis mil pessoas. Estáficando bem complexo e às vezes dá uma grande dor de cabeça. Então, eu precisoda minha terapia! [risos].
É possível prevenir, educar o corpo, para as reações de um trauma futuro?Sim, absolutamente. Posso lhe dar um exemplo simples. Eu vivo em lugaresdiferentes, e e uma das minhas casas é na California. Eu estava caminhandopelas ruas e um adolescente invadiu o sinal a 50 km por hora, bati no carro efui jogado para o alto. Eu estava profundamente em choque. Mas eu usei asferramentas que desenvolvi em mim mesmo. Milagrosamente, não tive nenhumproblema interno e não sofri nenhum trauma. Mas sei que se eu não soubesse oque fazer, eu teria ficado traumatizado. Por exemplo, quando o pessoal daemergêrcia mediu o meu pulso, estava 170 medidas por minutos, com pressãocardíaca muito alta, e 20 minutos depois, na ambulância, eles mediramde novo apressão e estava 12 por 7, normal. Permiti que meu sistema nervoso voltasse aoseu estado normal. A gente treina nossos alunos para isso e e estoudesenvolvendo livros que ensinam os pais a educarem suas crianças para seregularem desde pequenas.
Assistir telejornais ou assistir filmes blockbuster americanos podemtraumatizaralguém?Penso que o pior é expor as crianças repetidamente à violência, de forma queelas fiquem habituadas. Isso não é bom. Para um adulto normal, é possívelmanter uma distância do que estão vendo. Mas acho que isso também é um sintomado nosso tempo: as pessoas têm muito apetite pela violência. Acho queisso estárelacionado com o trauma, mas também a muitas outras coisas. Não simplificariaapenas no trauma.
Qual é o trabalho da Foundation for Human Enrichment?Eles são responsáveis pela disseminação do meu trabalho e temos parceiros emtodo mundo: SE no Brasil, Alemanha, Suiça, Dinamarca, Grécia, Holanda e outrasorganizações pelo mundo vinculadas a Colorado. A gente trabalha depois dedesastres, por exemplo, depois de tsunamis, trabalhamos na Tailândia,na Índia,Sri Lanka, nos EUA após o furacão Katrina, que o governo se retirou. A genteensina técnicas simples que possam ajudar as pessoas a cuidar das vítimas. Aente tem feito pesquisas nesses lugares , identificando que depois deuma, duassessões, eles se mantiveram saudáveis e não tiveram retorno dos sintomas.Essa é uma parte do trabalho que é muito importante para mim, éumprojeto do meucoração. Ter as possibilidade de prestar atendimento gratuito paracrianças nasfavelas - a favela é uma cidade diferente. Temos muitos médicos eoutras pessoasem treinamento em SE no mundo e também em Salvador e no Brasil.
Há uma piada que diz que quando Deus criou o mundo, ele determinou os lugaresque teriam maremotos, tornados, vulcões, terremotos, e todo tipo de acidentesnaturais; e ao ser questionado que a natureza no Brasil era uma dádiva, eleteria dito...Espere para ver os políticos!
E o povo!O que acha da piada e qual sua impressão do povo brasileiro?Eu fico ofendido com isso! Em muitas culturas diferentes, a gente podeperceberque umas parecem se tornar antídotos para as outras. Eu sempre tive umaafinidade muito forte com o Brasil, e a gente está planejando fazer um grandeCentro de Tratamento aqui, trazendo pessoas de várias partes do mundo. Cadapaís é especial, mas, para mim, o Brasil é o mais especial no mundo. Estouplanejando ter uma residência aqui.

(MAteria publicada por Marcos Dias na revista muito,no dia 25 ,de maio ,de 2008. )

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