
Publicado em Divulgação científica20 de Junho de 2008
A musicoterapeuta Maria Eugênia Albinati apresentou na segunda-feira, dia 16, na Faculdade de Medicina da UFMG, sua tese de doutorado cujo objetivo é investigar por que a música auxilia no tratamento de crianças e adolescentes.
Em estudo exploratório-descritivo, Maria Eugênia considerou diversos recursos, como jogos e brincadeiras musicais, apreciação musical, canto, instrumentos musicais, dança, expressão corporal, criação musical, ensaios e apresentações musicais.
A pesquisa foi realizada a partir da observação de 60 crianças e adolescentes atendidos na Sala de Medicação Infantil do Hospital Borges da Costa, da UFMG, no setor de Terapia Ocupacional do Hospital Bias Fortes, também da UFMG, e nos consultórios da Associação de Musicoterapia de Minas Gerais.
A pesquisadora considerou o fato de que, sendo a música parte da cultura humana, é uma atividade prazerosa e familiar às crianças e aos adolescentes, se adaptando às condições físicas e mentais dos pacientes, mesmo aqueles com doenças que afetam sua capacidade de se comunicar, como o autismo, por exemplo.
“A música estimula o desenvolvimento psicomotor das crianças e adolescentes, e cria uma rede de participação entre técnicos e cuidadores, possibilitando experiências de sucesso que enriquecem o ambiente de saúde”, declara Maria Eugênia.ConclusõesA análise dos recursos musicais, observados em sua aplicação no tratamento dos sujeitos da pesquisa, mostra que todos eles têm muito a acrescentar ao processo de saúde de crianças e adolescentes.
As brincadeiras e os jogos musicais, por exemplo, tiram os pacientes da apatia, deixam-nos mais alertas, e lhes oferecem conhecimento e socialização. “A apreciação musical permite o acesso do paciente à expressão de diferentes tempos, espaços e visões de mundo”, garante Albinati, que completa: “O canto auxilia a criança/adolescente a seguir seqüências complexas, a memorizar informações, a aprimorar a fala e a adotar uma linguagem expressiva. Os instrumentos musicais as impulsionam ao movimento organizado e à participação em conjuntos musicais”.
Quanto à criação musical, o estudo comprovou que ela é capar de propiciar ao paciente uma identidade positiva e ajudá-lo a desenvolver a criatividade, o que é especialmente bem-vindo a crianças e adolescentes com dificuldades psicomotoras. A dança, outro recurso enfocado pelo estudo, beneficia principalmente as crianças e adolescentes com dificuldades motoras, ao aprimorar sua auto-imagem corporal e suas habilidades relativas à locomoção e ao equilíbrio, conforme Albinati. “Os ensaios e apresentações lhes possibilitam se apresentar diante do outro de forma positiva, mostrando sua força, sua alegria e suas capacidades”, esclarece.
A pesquisadora observou também que o técnico não-musicista, ao adotar os recursos musicais em seu trabalho, além de enriquecer-se profissionalmente, acaba fazendo da música uma forma de fruição pessoal. Trabalhando com doenças, em um ambiente estressante, ele pode utilizar os benefícios da música em proveito próprio.
Esse trabalho demonstra por que cada um destes recursos musicais, utilizados terapeuticamente, contempla o objetivo de melhorar a saúde dos pacientes. Além disso, ele mostra que eles podem ser usados por cuidadores e técnicos sem formação musical. Para Maria Eugênia, a música é acessível a pacientes, cuidadores e técnicos, que já a usam espontaneamente em suas atividades diárias. A sistematização que esta tese faz dos recursos musicais pode ajudá-los a utilizá-los melhor, valorizando suas histórias de vida e resultando em ganhos para todos.
Em estudo exploratório-descritivo, Maria Eugênia considerou diversos recursos, como jogos e brincadeiras musicais, apreciação musical, canto, instrumentos musicais, dança, expressão corporal, criação musical, ensaios e apresentações musicais.
A pesquisa foi realizada a partir da observação de 60 crianças e adolescentes atendidos na Sala de Medicação Infantil do Hospital Borges da Costa, da UFMG, no setor de Terapia Ocupacional do Hospital Bias Fortes, também da UFMG, e nos consultórios da Associação de Musicoterapia de Minas Gerais.
A pesquisadora considerou o fato de que, sendo a música parte da cultura humana, é uma atividade prazerosa e familiar às crianças e aos adolescentes, se adaptando às condições físicas e mentais dos pacientes, mesmo aqueles com doenças que afetam sua capacidade de se comunicar, como o autismo, por exemplo.
“A música estimula o desenvolvimento psicomotor das crianças e adolescentes, e cria uma rede de participação entre técnicos e cuidadores, possibilitando experiências de sucesso que enriquecem o ambiente de saúde”, declara Maria Eugênia.ConclusõesA análise dos recursos musicais, observados em sua aplicação no tratamento dos sujeitos da pesquisa, mostra que todos eles têm muito a acrescentar ao processo de saúde de crianças e adolescentes.
As brincadeiras e os jogos musicais, por exemplo, tiram os pacientes da apatia, deixam-nos mais alertas, e lhes oferecem conhecimento e socialização. “A apreciação musical permite o acesso do paciente à expressão de diferentes tempos, espaços e visões de mundo”, garante Albinati, que completa: “O canto auxilia a criança/adolescente a seguir seqüências complexas, a memorizar informações, a aprimorar a fala e a adotar uma linguagem expressiva. Os instrumentos musicais as impulsionam ao movimento organizado e à participação em conjuntos musicais”.
Quanto à criação musical, o estudo comprovou que ela é capar de propiciar ao paciente uma identidade positiva e ajudá-lo a desenvolver a criatividade, o que é especialmente bem-vindo a crianças e adolescentes com dificuldades psicomotoras. A dança, outro recurso enfocado pelo estudo, beneficia principalmente as crianças e adolescentes com dificuldades motoras, ao aprimorar sua auto-imagem corporal e suas habilidades relativas à locomoção e ao equilíbrio, conforme Albinati. “Os ensaios e apresentações lhes possibilitam se apresentar diante do outro de forma positiva, mostrando sua força, sua alegria e suas capacidades”, esclarece.
A pesquisadora observou também que o técnico não-musicista, ao adotar os recursos musicais em seu trabalho, além de enriquecer-se profissionalmente, acaba fazendo da música uma forma de fruição pessoal. Trabalhando com doenças, em um ambiente estressante, ele pode utilizar os benefícios da música em proveito próprio.
Esse trabalho demonstra por que cada um destes recursos musicais, utilizados terapeuticamente, contempla o objetivo de melhorar a saúde dos pacientes. Além disso, ele mostra que eles podem ser usados por cuidadores e técnicos sem formação musical. Para Maria Eugênia, a música é acessível a pacientes, cuidadores e técnicos, que já a usam espontaneamente em suas atividades diárias. A sistematização que esta tese faz dos recursos musicais pode ajudá-los a utilizá-los melhor, valorizando suas histórias de vida e resultando em ganhos para todos.
Redação: Milene Ferreira – Estudante de Jornalismo
(materia extraida do site: http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?cat=19 )
(materia extraida do site: http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?cat=19 )
Comentários