A fonoaudiologia é uma grande aliada do paciente que sofre de câncer em sua reabilitação. Quando a doença for diagnosticada logo no início e tratada com radioterapia as seqüelas são quase nulas. "Pode ocorrer, após o tratamento, uma rouquidão quase imperceptível. Neste caso, um ou dois meses de exercícios fonoaudiólogos resolvem", diz a coordenadora do Departamento de Fonoaudiologia do Hospital do Câncer, Elisabete Carrara de Angelis.
O problema maior é quando a doença está em estágio avançado. "No caso de retirada de parte da laringe (quando o paciente não chega a perder a fala), há exercícios que ajudam a diminuir a variação no tom da voz", conta Elisabete. Outros, segundo ela, melhoram a disfagia (dificuldade na deglutição).
Entretanto, o trabalho maior e que exige mais esforço do paciente é no caso da laringectomia total. "Não é que houve a perda da fala nem da linguagem, mas sim, a da voz laríngea", explica Elisabete. Neste caso, há as alternativas:
1 – Voz esofágica: é produzida pela expulsão do ar que vem do esôfago, que ao fazer vibrar as suas paredes emitem um som. Este som se transforma em sílabas, palavras e frases até o domínio total da fala. "Não é uma fala normal. É rouca e grave, o que pode constranger a paciente mulher", esclarece a fonoaudióloga Elisabete. Além disso há dificuldades, como o aprendizado, que é sacrificante e longo (mais de seis meses) e limitações — como na hora de cantar alguma música, a nota máxima que se alcança é o sol.
2 – Vibrador: trata-se de um aparelho eletrônico. É o método mais fácil, porque basta o paciente apertar o botão e encostar o aparelho no pescoço para falar. "Entretanto, sai uma voz mecânica, robotizada".
3 – Prótese: Por meio de uma cirurgia, é colocada uma prótese no esôfago do paciente. "Com isso, ele aprende a falar bem mais rápido do que utilizando o sistema da voz esofágica, cerca de um mês", diz Elisabete. A dificuldade, nesta situação, fica por conta do preço. "É uma prótese importada, então o custo é muito alto".
(parte da materia de câncer de laringe, Reportagem de : Camila Escudero )
extraido do site: http://www.imesexplica.com.br/1903voz_cancer.asp
O problema maior é quando a doença está em estágio avançado. "No caso de retirada de parte da laringe (quando o paciente não chega a perder a fala), há exercícios que ajudam a diminuir a variação no tom da voz", conta Elisabete. Outros, segundo ela, melhoram a disfagia (dificuldade na deglutição).
Entretanto, o trabalho maior e que exige mais esforço do paciente é no caso da laringectomia total. "Não é que houve a perda da fala nem da linguagem, mas sim, a da voz laríngea", explica Elisabete. Neste caso, há as alternativas:
1 – Voz esofágica: é produzida pela expulsão do ar que vem do esôfago, que ao fazer vibrar as suas paredes emitem um som. Este som se transforma em sílabas, palavras e frases até o domínio total da fala. "Não é uma fala normal. É rouca e grave, o que pode constranger a paciente mulher", esclarece a fonoaudióloga Elisabete. Além disso há dificuldades, como o aprendizado, que é sacrificante e longo (mais de seis meses) e limitações — como na hora de cantar alguma música, a nota máxima que se alcança é o sol.
2 – Vibrador: trata-se de um aparelho eletrônico. É o método mais fácil, porque basta o paciente apertar o botão e encostar o aparelho no pescoço para falar. "Entretanto, sai uma voz mecânica, robotizada".
3 – Prótese: Por meio de uma cirurgia, é colocada uma prótese no esôfago do paciente. "Com isso, ele aprende a falar bem mais rápido do que utilizando o sistema da voz esofágica, cerca de um mês", diz Elisabete. A dificuldade, nesta situação, fica por conta do preço. "É uma prótese importada, então o custo é muito alto".
(parte da materia de câncer de laringe, Reportagem de : Camila Escudero )
extraido do site: http://www.imesexplica.com.br/1903voz_cancer.asp
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